Talvez em outra noite...
Com pernas mais largas
Tristonha sinfonia ira mergulhar em bueiro
E se esvair
Talvez em outra tarde-roda-gigante
Ou em outros medos
Com outras peles, bocas, pelos...
Que não se completam
Mais se entendem, não renegam.
Talvez noutros parques, em outras fases, com outros amigos.
Sábados melhores
Vou um dia,
perguntar ao mar:
Cadê minha calmaria?
E vou velejar em fronhas...
Roçar em cítricas janelas
E se for preciso então:
Me afogo nelas
Com paisagens cor-de-rosa enfiadas em espetos de churrasquinhos
Outro molho vai me acompanhar
Outras bocas, outros vinhos.
De nada vai me adiantar outras manchetes
Hematomas, profundos precipícios nos cílios.
Nada vai adiantar outras emendas em minhas mãos
Então grito de minha janela:
Se a saudade dói, assassine ela.
David Cejkinski
Desprincesando... O Que é ser Menina?
Há 8 anos